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Hi dear, how are you feeling today? 🙂

Pegue o seu café, puxe uma cadeira aqui perto de mim e vamos ter uma daquelas nossas conversas sinceras. 

Hoje é domingo, e este é o momento perfeito para desacelerar o piloto automático da semana e refletir sobre algo que, em algum momento da sua jornada com o inglês, já roubou a sua paz.

Você já abriu o Instagram num fim de tarde cansativo e deu de cara com aquele anúncio brilhante prometendo ‘Fluência em 6 meses’? 

Ou talvez você tenha aquele colega de trabalho que parece fazer apresentações e reuniões em inglês com a maior naturalidade do mundo, enquanto você ainda sua frio, o coração acelera e a garganta fecha só de pensar em formular uma frase no Simple Past na frente do chefe.

Quando isso acontece, é quase automático: um gatilho muito doloroso é acionado na nossa mente. 

A gente se compara. E, quase sempre, a gente sai perdendo, nos colocando para baixo nessa comparação injusta.

Começamos a alimentar pensamentos cruéis. 

Sentimos que o ‘inglês é difícil’ demais, que o nosso cérebro ‘já passou da idade de aprender’ e que, definitivamente, nós ‘não temos o dom’ para línguas. 

É muito comum ver milhares de adultos brasileiros, pessoas incríveis e profissionais competentes, tentando aprender inglês há anos, mas que continuam travados por medo de errar e por pura vergonha de falar.

Mas antes de a gente falar sobre por que comparar o seu bastidor com o palco do outro é um perigo, precisamos dar um passo atrás. 

Afinal, o título desse nosso papo de hoje fala sobre fluência.

A fluência funcional é sobre sorrir, dar risada juntos.

Eita, mas o que é ser fluente de verdade?

A grande armadilha começa na forma como nos ensinaram o que significa a palavra ‘fluência’. 

A maioria de nós cresceu achando que ser fluente é ser como um dicionário ambulante. 

Achamos que é falar sem sotaque nenhum, como um lorde britânico, nunca esquecer uma palavra sequer e usar a gramática perfeita em 100% do tempo.

Se essa é a sua definição, eu tenho uma notícia para te dar: você vai viver frustrado 🫤

A palavra ‘fluência’ vem do latim fluere, que significa fluir. 

Pense na água de um rio. 

Quando a água encontra uma pedra no meio do caminho, ela não para, cruza os braços e começa a chorar porque a pedra está ali. 

A água simplesmente contorna a pedra e continua o seu fluxo.

Falar inglês de forma fluente é exatamente isso. 

É a sua capacidade de se comunicar e de fluir em uma conversa, mesmo quando as pedras (falta de vocabulário, esquecimento de uma regra) aparecem.

Deu um branco e você esqueceu como se fala ‘geladeira’ (fridge) no meio de uma viagem? 

O aluno travado entra em pânico e pede desculpas por não saber inglês. 

O aluno fluente sorri, contorna a pedra e diz: "the cold box where we put the food" (a caixa fria onde colocamos a comida). 

A pessoa vai entender, vocês vão dar risada juntos e a comunicação aconteceu! 

Isso é fluência. 

É comunicação funcional, é se fazer entender e entender o outro, mesmo com pequenos tropeços. 

A perfeição não existe.

O trauma da comparação e o meu próprio ‘mico’

Se você se sente inferiorizado por não ter atingido a ‘perfeição’ ainda, saiba que eu te entendo com todas as minhas forças. 

Como já contei para vocês em nossa primeira edição, quando eu resolvi aprender inglês, eu tinha muita, mas muita dificuldade de aprendizado. 

A coisa era tão intensa que, com apenas 2 meses de aula, o meu professor particular virou para mim, disse que iria se mudar para a Itália e simplesmente abandonou o barco.

Meses depois, descobri a verdade: ele havia desistido de mim, com apenas 2 meses de aula, porque eu tinha dificuldade em aprender. 

Naquele momento, eu me senti um ser desprezível. Sabe aquela sensação de ser ‘uma porta’ de tão burra? Foi exatamente assim que eu me senti. A comparação com os outros alunos, que pareciam evoluir rápido e falavam com facilidade, me esmagava.

Mas sabe o que eu fiz? Eu decidi que a minha história não ia terminar ali. 

Quando eu ia para o trabalho, eu ia a pé. Então eu abria o meu livro de inglês numa página e andava na rua lendo as frases em voz alta. Quem passava por mim na calçada devia pensar que eu não batia bem da cabeça kkkk. 

Mas eu insisti no meu próprio tempo. 

Eu entendi, na pele, que se eu fui capaz de aprender a falar inglês, qualquer pessoa pode falar. 

Basta ter paciência e não se comparar.

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A neurociência por trás da ‘Armadilha do Vizinho’

Por que os métodos tradicionais falham tanto com os adultos? Porque eles ignoram que somos seres emocionais.

Quando você se compara com o fulano que ‘ficou fluente rapidinho’, o seu cérebro entende que você está sob ameaça. É sério! 

A neurociência explica que a frustração, a vergonha e a ansiedade ativam uma área minúscula, mas poderosa, do nosso cérebro chamada amígdala, ela é o nosso centro de alarme para o medo e a sobrevivência.

Quando a sua amígdala está apitando como um alarme de incêndio porque você está com medo do julgamento, ela simplesmente bloqueia o seu córtex pré-frontal. 

O córtex pré-frontal é exatamente a área do cérebro responsável pelo raciocínio lógico, pela construção de memórias e pelo aprendizado.

Ou seja: a emoção afeta o aprendizado de forma química e biológica. 

O medo de parecer burro ou de travar na frente dos outros literalmente desliga a sua capacidade de absorver o idioma e de formular frases.

Todo aprendizado é emocional antes de ser técnico. 

Se você estuda se chicoteando, pensando ‘eu sou muito lerdo, já devia estar fluente’, o idioma simplesmente não entra. 

Não é falta de inteligência sua, é apenas o seu cérebro operando no modo de sobrevivência.

Adultos maduros sabem que a construção de um idioma leva tempo. 

Exige dedicação, paciência e a construção de um espaço seguro, e isso definitivamente não se resolve em 6 meses com pílulas mágicas.

Estudar 2 minutos com alegria vence de goleada o sofrimento de 3 horas no domingo à noite.

Como sair da armadilha e focar no seu próprio tempo

O autor James Clear, no livro Hábitos Atômicos (que eu adoro e super recomendo), diz algo genial: nós não nos elevamos ao nível dos nossos objetivos, nós caímos ao nível dos nossos sistemas.

Isso significa que o seu foco não deve estar lá na frente, na linha de chegada (a tal fluência perfeita). 

Seu foco tem que estar no que você faz hoje. 

Aqui vão 4 passos práticos para você aplicar nesta semana:

1. Desintoxique o seu feed e a sua mente

Pare de seguir pessoas e escolas que fazem você se sentir insuficiente. Se um método te promete atalhos impossíveis e te causa ansiedade por você não estar acompanhando, fuja. Procure estar perto de quem entende que adultos têm contas para pagar, são disciplinados, mas às vezes se cobram demais e precisam de acolhimento.

2. A Regra dos 2 Minutos

Lembra dessa regra de ouro dos Hábitos Atômicos? Se você está travado, não tente estudar 2 horas no domingo à noite movido pela culpa. Comece com apenas 2 minutos. Leia uma frase. Ouça uma música em inglês e tente identificar o refrão. Construir um idioma é como construir uma casa: tijolo por tijolo. Dois minutos consistentes, feitos todos os dias, valem infinitamente mais do que três horas de estudo seguidas de um mês de abandono por exaustão.

3. Celebre os ‘Micos’ e as Pequenas Vitórias

Lembra da nossa edição onde contei que falei Good Like ao invés de Would Like na frente de todo mundo? E adivinha? Eu sobrevivi! Errar faz parte do caminhar. Crie um ‘Pote da Gratidão’ mental para o seu inglês. Conseguiu entender um e-mail curto no trabalho sem usar o Google Tradutor? Comemore. Lembrou o significado de uma palavra nova assistindo Netflix? Celebre muito. O cérebro adora ser recompensado, e isso gera dopamina, que é o combustível real da motivação.

4. Foque no seu ‘Porquê’

O seu vizinho pode ter aprendido inglês rápido porque precisava morar fora a trabalho. Talvez o seu objetivo seja diferente. Talvez você só queira viajar nas férias sem passar aperto na imigração, ou ter a autonomia emocional para finalmente se sentir capaz de ajudar seu filho com a lição de casa em inglês. O seu propósito é o que dita o seu ritmo. Corra a sua própria corrida.

O nosso combinado de hoje

O meu papel aqui, é ser a ponte emocional e prática para você reconquistar a sua autoconfiança.

Eu sei que a jornada exige dedicação, mas ela pode ter leveza. 

O aprendizado de inglês para adultos precisa ser um espaço seguro para destravar a fala com técnica e, principalmente, com humanidade.

Então, da próxima vez que você vir uma promessa milagrosa de 6 meses ou sentir aquela vontade cruel de se comparar, respire fundo. Lembre-se da água contornando a pedra. 

O seu cérebro está trabalhando, as conexões neurais estão sendo formadas, e você está indo muito bem.

E aí, curtiu a newsletter de hoje? Deu para tirar um peso enorme das costas e respirar aliviado? Seja sincero(a), a gente aguenta a verdade por aqui! 😅

Me manda o seu feedback respondendo a este e-mail. Eu leio todos. 

This week’s question

Quero muito saber o que ‘fluência’ significava para você antes de ler este texto, e como você lida com a comparação no seu dia a dia.

Você não precisa ser grande para começar, mas precisa começar para ser grande.

Zig Ziglar

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Um abraço – Teacher Érika

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